Barreiras para a prática de atividade física no tempo livre em pessoas com doença de Alzheimer

  • Juliana Hegeto de Souza Programa de Residência em Saúde da Família, Universidade Federal de Santa Catarina
  • Douglas Fernando Dias Doutorando Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Londrina.
  • Mathias Roberto Loch (Editor-Associado), Universidade Estadual de Londrina
Palavras-chave: Cuidador, Saúde Mental, Doença Crônica, Atividade Motora

Resumo

A prática regular de atividade física (AF) tem sido recomendada como parte importante da prevenção e do tratamento da Doença de Alzheimer (DA). O objetivo deste estudo foi identificar as barreiras para a prática de AF no tempo livre (AFTL) para pessoas com DA na percepção de seus cuidadores. Foram analisadas informações de 74 sujeitos (37 cuidadores e 37 pacientes com DA). Os dados foram coletados em forma de entrevista, com os cuidadores que estavam na sala de espera de uma clínica pública que atende diversas especialidades de Londrina, PR. Os cuidadores responderam a parte da entrevista que dizia respeito aos seus próprios dados e também sobre o paciente com DA que estava sob a sua responsabilidade, uma vez que seria muito difícil entrevistar diretamente os pacientes. Observou-se, tanto nos cuidadores quanto nos pacientes com DA que a maior parte não praticava nenhum tipo de AFTL (56,8% nos cuidadores e 78,4% nos pacientes). As barreiras mais mencionadas para a prática de AFTL dos pacientes foram “teria preguiça e/ou ficaria cansado” e “ter medo que o paciente se machuque” ambas com 72,9%. A maior parte dos pacientes (51,3%) apresentou pelo menos seis barreiras. Conclui-se que é elevada a prevalência de barreiras para a prática de AFTL em pacientes com DA, que apesar de todos os cuidadores consideraram importante a pratica de AF para o tratamento, mais da metade, segundo seus cuidadores, não tem intenção de começar a prática.

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Biografia do Autor

Juliana Hegeto de Souza, Programa de Residência em Saúde da Família, Universidade Federal de Santa Catarina
Bacharel em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina; Residente do Programa de Saúde da Família da Universidade Estadual de Londrina.
Douglas Fernando Dias, Doutorando Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Londrina.
Licenciado e mestre em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina. Doutorando em Saúde Coletiva pela mesma universidade.
Mathias Roberto Loch, (Editor-Associado), Universidade Estadual de Londrina
Possui licenciatura plena em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002) e mestrado em Educação Física pela mesma universidade (2006). É professor Assistente C do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Londrina, onde exerceu o cargo de coordenador do curso de Educação Física - bacharelado (2008-2009). Coordena o Grupo de Estudos em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase na relação entre Atividade Física, Educação Física e Saúde Coletiva. É sócio fundador da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde, onde atualmente exerce o cargo de membro do conselho fiscal, e da Associação Brasileira de ensino da Educação Física para a Saúde (Abenefs), onde também faz parte da diretoria. Atualmente cursa doutorado em Saúde Coletiva na Universidade Estadual de Londrina, com estágio de doutoramento no Departamento de Medicina Preventiva y Salud Pública da Universidad Autónoma de Madrid
Publicado
01-07-2017
Como Citar
1.
Souza J, Dias D, Loch M. Barreiras para a prática de atividade física no tempo livre em pessoas com doença de Alzheimer. RBAFS [Internet]. 1jul.2017 [citado 22maio2018];22(4):343-5. Available from: http://rbafs.emnuvens.com.br/RBAFS/article/view/10517
Seção
Artigos Originais